Ciclo Aventura Costa do Descobrimento - De Prado a Porto Seguro

Evento Realizado

O que rolou:

DIA 1

Dia 29/05/2018, às 20 horas, ligo para Elsão e confirmo minha inscrição para a Ciclo Aventura Costa do Descobrimento 2018 (Prado/Cumuruxatiba, Cumuruxatiba/Caraíva, Caraíva/Trancoso, Trancoso/Porto Seguro), formando um sexteto de Muralistas: Elsão, Carol Cara de Queijo, Lívia MDF, Anderson Son, Godô Batedeira e Psico - que à época já era Galinho rsrs...

 Desta vez o ponto de encontro era outro, Rodoviária de Salvador, todos presentes (menos Carol que embarcaria em Santo Antônio de Jesus-BA) com suas bikes, mochilas, alforges, bagageiro de canote (eu...), papelão e fita crepe... todas as bike embaladas e devidamente colocadas no bagageiro dos ônibus. Saímos de Salvador, às 19:15 horas do dia 30/05, em direção a Itamaraju-BA (cidade do extremo sul, à 771 km da capital). Todos os outros Muralistas dessa Ciclo já haviam comprados suas passagens com antecedência e no mesmo bus, não dei sorte e precisei embarcar em outro bus desgarrado da galera. Estava tão cansado que não vi Carol embarcar em Santo Antônio de Jesus-BA, nem não desci nas paradas programadas e a galera já estava achando que eu tinha ficado em Salvador rsrs. Que nada, estava na área, e em Eunapolis dei o ar da graça para fazer um lanche, reencontrando toda galera para aquela boa resenha de início de aventura.

Conforme programado o ônibus chegou em Itamaraju às 8:00 horas do dia 31/05/2018, quando uma van já estava à nossa espera e embarcamos em direção a Prado-BA, com direito à pausa num laticínio artesanal na beira da BA-489... para deleite de todos, em especial CCQ, que não aquietou-se até o necessário estoque da iguaria para o pedal do dia.

Em Prado desembarcamos num Posto de Combustível já na área urbana da cidade, onde retiramos todo papelão e fitas das bikes, colocamos a indumentária do Mural e ouvimos o bom e já conhecido “PARTIU...”. O começo da Ciclo Aventura Costa do Descobrimento foi com um breve city tour por Prado, demos a maior sorte pois como era feriado de Corpus Christi a cidade estava sendo toda enfeitada... Passamos pela orla, aquela tradicional foto na Igreja, abastecimento de água e pegamos o caminho para Cumuruxatiba-BA (destino de nosso 1º dia de Ciclo). Com pouquíssimo tempo de pedal, meu bagageiro com fixação somente no canote estava cedendo, ao ponto de pegar no pneu... ajuda coletiva da galera com um aperto surreal na blocagem (vendo a hora de quebrar rsrs) seguimos pelo estradão enlameado e com princípio de chuva...

Mas nada disso era capaz de tirar nossa alegria nessa Ciclo de quatro dias, ainda mais com o Mural de Aventuras... Com um pouco menos de uma hora de pedal já estávamos pedalando com o visual das belas praias da região, e coloque bela nisso, pois o tempo já havia melhorado com um belo sol do outono. Mais alguns quilômetros de pedal e chegamos na “Barraca do Mural”, ainda em Prado e agora à beira-mar. O garçom logo reconheceu Elsão, caixas de som penduradas, sapatilhas fora dos pés, tira-gosto pedido, cerveja gelada, começamos a hidratação... Pense numa barraca à beira-mar só nossa, com direito a bica de água doce direto na areia da praia, BOM DEMAIS... Somente Carol não tomou banho na bica, dizendo ela que era por que a agua estava fria, e nós dizíamos tá quentinha, de qualquer jeito uma delícia de banho, mas não houve jeito. Ainda na Barraca, entre uma cerveja e o tira-gosto fui fazendo um armengue top no bagageiro, reforçando-o com fixa fio (vulgo amarra gato) direto no selim... modéstia parte ficou bom mesmo... Almoçamos uma bela moqueca na Barraca do Mural, onde aproveitamos bastante, saindo de lá por volta das 14 horas. Até Cumuruxatiba fizemos o caminho por estradões (pois a maré já estava alta) mas adentramos novamente pedalando até a beira-mar novamente, quando fomos surpreendidos com um belo arco-iris. Elsão igual um menino caiu logo na água (sem saber eu que ele ainda estava pelas bandas de Nárnia, combustível de avião ajudou rsrs).

A chegada em Cumuru (forma carinhosa de chamar) foi no final da tarde, entre 17 e 18 horas... com dia ainda claro. A pousada já estava reservada e não demoramos a encontrá-la... check-in feito, todos acomodados... houve ainda quem caísse na piscina da pousada (agora sim água estava fria), se arrependimento matasse, estava morto rsrs... Para fechar o dia, somente faltava o merecido jantar... Todos refeitos com um bom banho, Elsão marcou com Franklin, Artesão e Ciclista local, que seria nosso anfitrião daquela noite e guia no 2º dia até parte do caminho para Caraíva...

Jantamos num excelente restaurante local, especializado em frutos do mar, e antes de irmos dormir, demos aquela breve andada para desgastar pela cidade... que estava em baixa estação, o que não tirou em nada seu charme e posso lhe dizer que Cumuruxatiba é “onde o tempo não tem pressa e a preguiça é mais gostosa”.

Bora Mural!!!!! Godô.

DIA 2

A última noite tinha sido dentro de um ônibus, obviamente não dormida, descrita na resenha anterior. Esta, enfim, dormimos no hotel. Roupa de cama limpinha, uma ótima noite de sono (nem Son e seu ronco atrapalharam, rs), um bom café da manhã e voila: prontos para mais um dia de aventuras.

Franklin – um brother local, conhecido do Mural de outras ciclo aventuras - já estava no hotel e esperava nossos ajustes finais para poder nos acompanhar parte do trajeto previsto. Dia lindo, um sol maravilhoso, Cumuruxatiba deslumbrante e nossa animação, já sabia que não faltariam motivos para fotos e drone – como vcs podem atestar.

Subimos (estávamos sentido norte) pela praia em direção a ponta de Corumbau. O mar e a brisa naquela hora da manhã não podiam formar melhor cenário para uma sensação plena de liberdade e conexão com a natureza. O dia começava já valendo a viagem.

Pedalamos até uma fazenda localizada sobre uma falésia. Beira mar, tranquilidade e beleza.. um dia acerto na sena e compro uma danada desta para fazer um CTM. Paramos para fazer autos takes com o drone. Lugar paradisíaco, daqueles que queremos tirar várias fotos no intuito de levar um pouco conosco.

Descemos novamente para a areia da praia e seguimos viagem. Franklin nos aguardava em uma barraca alguns quilômetros a frente. Íamos ao sabor do vento, as vezes agrupados e resenhando, as vezes mais distantes uns dos outros. Em determinado momento Carol e Lívia estavam um pouco a frente quando Elson nos mostra uma cachoeira em plena praia deserta, cenário de filme, deste que as aventuras com a bike sempre nos proporcionam.

Reabastecimento de agua na barraca, hidratação com agua de coco, e tome pedal. Estávamos na Ponta do Cai, primeira praia onde os portugueses acostaram em 1500, como atesta um monumento no local. Franklin se despediu do grupo na travessia de um rio e nos mostrou, com sua gentileza, o melhor lugar para passarmos carregando as bikes.

Daí até Ponta de Corumbau fomos pela praia aproveitando a maré vazante. Pegamos um vento contra que forçou ainda mais as pernas... um pouco de mimimi não faz mal, rs. Chegamos cronometrados, pois a mare já enchia, para irmos até uma ponta de areia que separa duas praias. Se chagássemos 15 minutos depois não seria possível.

Bem, maré cheia, o dia começava a nublar... vamos tomar uma... o Mural invadiu Corumbau. Nos apossamos de uma barraca, Elson sacou suas caixas de som e a festa começou. As pessoas que já estavam por lá facilmente identificavam a barraca como a mais animada. Já estávamos bem regados a cervejas, drinks e combustível de avião: animação total, nem a chuva que caia tirou o brilho da parada.

Almoçamos e nos preparamos para pegar um barco que nos levaria até a outra margem de um rio, onde se encontrava o segundo trecho da aventura: Corumbau – Caraiva. Meu cambio não resistiu a pedalada na areia e começou a apresentar defeito. Pedalávamos na areia fofa e eu não conseguia acompanhar a galera. Aqueles que me conhecem podem imaginar os impropérios que esta boquinha suja largava. Parte mais complicada do dia para mim.

Já era noite quando chegamos a Caraiva, o câmbio resistiu a duras penas e não me deixou no caminho. Começamos uma odisseia em busca de pousada para os seis aventureiros. Depois de algumas pesquisas naquelas poucas que tinham quartos disponíveis, fomos acolhidos por uma galera super simpática de uma pousada simples, mas que atendia às nossas necessidades.

Banho, uma aguinha rápida na bike para tirar o sal e já estávamos na rua para jantar e curtir a noite. Entre muita resenha e histórias hilárias de outras ciclo aventuras narradas por Elsao, o jantar repôs as forças tiradas pelo pedal. A noite teria um samba e um forró... não poderia ser mais promissora para a diversão.

Ao chegarmos no samba, os seis com camisas do Mural, rapidamente fomos identificados pela banda que se referia a nós como a “galera do pedal”. Ciclo aventureiro nunca passa desapercebido, sempre se aproximam interessados, curiosos e admiradores que querem saber de onde somos, para onde vamos, etc. Nas conversas terminamos despertando em muitos a vontade de pedalar e de conhecer melhor o grupo.

O samba acabou e um casal super simpático de Santa Catarina – que nos encontrou também no dia seguinte - queria nos mostrar um restaurante que tinham conhecido.

O dia chegava ao final, o sono já pedia passagem. Retornamos para a pousada afim de um bom descanso, afinal Trancoso nos esperava no outro dia. Foram tantas aventuras que o espaço aqui ficaria extenso em excesso para descrevê-las mais detalhadamente. Espero que este breve relato possa despertar em alguns, do Mural ou não, a vontade de conhecer este paraíso pedalando. Frederico Lima (Psico).


DIA 3

No nosso terceiro dia de Ciclo Aventura iríamos de Caraíva a Trancoso. Graças a Deus Elsão deixou a gente dormir até umas 8h. A noite anterior tinha sido “água dura”, então eu acordei com aquela indisposição e uma inconveniente dor de cabeça. Tomamos nosso café, resenhamos uma pouco e #partiumural. Após sessão de fotos na praia, começamos nosso pedal que se iniciou com a travessia do rio Caraíva.

O dia estava um pouco nublado, mas ainda assim podíamos desfrutar de paisagens belíssimas, com lagoas à beira mar, falésias e mirantes naturais com vistas de tirar o fôlego. A todo o momento tÍnhamos paradas para fotos e contemplação. Pedalamos por longas extensões de praias totalmente desertas, subimos por falésias, passamos por fazendas e curtimos muito o astral do grupo que estava altíssimo. A certa altura do nosso percurso, nos deparamos com o desafio de duas grandes lombadas, excelente oportunidade para Elsão filmar a galera brocando e, claro, registrar a cenas hilárias das tentativas fracassadas que renderam alguns terrenos para Psico que desistiu do desafio após duas tentativas frustradas, alegando que o alforge da bike estava atrapalhando sua performance. Kkkkkkk Tudo registrado por Elsão!!!!

Passamos ainda pelo local que batizamos de “lava pés do Mural”, onde pudemos nos livrar um pouco da lama que se amontoava em nossas bikes e, após alguns quilômetros de areia, finalmente chegamos até a belíssima Praia do Espelho. Em nossa programação já estava certa a parada para hidratação na “barraca do Mural” onde permanecemos por algumas horas curtindo a praia, tomando banho de mar, interagindo com outros visitantes, contando sobre nossas aventuras para as várias pessoas que se interessavam e se encantavam com a proposta do “Mural de Aventuras”. Enquanto uns curtiam, outros tinham que dar manutenção em suas bikes, afinal, nossas magrelas sofrem muito com a combinação de chuva e areia.

Após uma longa pausa na Praia do Espelho, retomamos nossa aventura continuando o pedal com o desafio da “Ladeira do Índio”. Elsa?o contou que a ladeira foi assim batizada por causa de uma aposta que fez com um índio nativo de que conseguiria brocar a ladeira inteirinha. Claro que Magic Elsão ganhou a aposta e como prêmio levou um colar. Naquele dia, porém, como tinha chovido, foi impossível brocar a ladeira que estava muito escorregadia. Só nos restou, então, empurrar nossas bikes.

Pedalamos mais alguns quilômetros por estradões, passamos por algumas aldeias indígenas até chegarmos a Trancoso, onde nos hospedamos em uma charmosa pousada estrategicamente situada no quadrado. O script da noite já estava traçado, iríamos jantar no “Restaurante Vitória” uma comida deliciosa, acompanhada por um maravilhoso espumante que harmonizou muito bem. A noite foi uma verdadeira celebração. Muitas histórias sobre as aventuras do Mural foram contadas, foram muitas risadas e uma interação muito gostosa entre todos do grupo. Me senti parte de uma verdadeira família. Foi uma noite mágica que só quem foi SABE!!!! Lívia Cordeiro – MDF.


DIA 4

Aventura com cheiro de flor e gosto de Champanhe!!!!

Para o último dia, um café da manhã digno de reis!!!!

Pousada “top” no quadrado de Trancoso, depois de uma noite de celebração mais “top” ainda.

Fotos na igrejinha e aquele clima de despedida, com sensação de quero mais na alma e no coração.

Última partida rumo a Arraial D’Ajuda.

Trilha gostosa de estradão até a praia que margeamos com destino a Arraial.

Banho de mar delicioso, olhares curiosos, água transparente, sorrisos no rosto.

Ah que delícia!

Em Arraial, tudo mudado desde minha última visita.

Mas o mais marcante de tudo é estar alí de um jeito tão diferente.

No final de uma super aventura.

Depois da balsa, Porto Seguro.

Almoço delicioso, festival de sabores.

Subida até a cidade histórica, marco inicial do nosso Brasil.

E aí a hora mais gostosa deste dia...

Amigos de verdade, deitados na grama em frente a igreja principal, repassando em risadas todas as resenhas destes lindos dias.

Foram dias fortes, intensos e muito profundos.

Elson, Lívia, Godô, Son, Fred e Carol.

Naqueles dias fomos um time e foi muiiiiiiiiiiiiiito bom estar com vocês.

Bora Mural!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Carolina “cara de queijo”.