Trilha da Tiririca (Arembepe)

Evento Realizado

O que rolou:

O dia mal amanheceu e já estávamos na estrada para a minha primeira aventura. Nervosismo , aflição e vontade de chegar logo eram perceptíveis em mim. Chegamos, e tive uma recepção top de todos, sendo logo surpreendida com um: "maquiadaaaaaa?". Sim, eu estava maquiada! Hahahahahaha. Gripadissima, tinha que melhorar a cara.

Vamos lá: bikes já prontas quando escutei o famoso "Bora Mural!". Éramos 13 muralista, se não me engano! Partiu.

Lá fui eu, ja morta de cansada no primeiro quilômetro. Entramos na trilha e logo fomos surpreendidos pelo buraco do esparro! Claro que as mulheres (Paulinha, eu e Carlinha) brocaram, e não poderia ser diferente: "Da Vovó" deu um show caindo no buraco e se melando inteiro. Rimos muito, mas muito mesmo.

De repente a primeira subida, e pensei: e agora, faço o que "Empurra a bike querida", escutei uma voz do além. Nunca chegava no topo da ladeira. Mas como todos falaram, quando sobe demais, uma hora vai ter que descer. Logo após a ladeira enorme, muito mato numa descida cheia de vala, onde alguns meninos ainda tiveram que retirar alguns galhos do caminho. Naquela hora pensei: o que estou fazendo aqui?! Me arranhei toda, e na primeira tentativa de desistir, apareceu uma barragem top, onde tomamos um banho de bica e lagoa para refrescar. Revigorada completamente, a sensação de desistir passou. Seguimos animados! Eu então já estava me achando a brocadora!

Mais à frente uma outra ladeira. Só que dessa vez tivemos que empurrar a bike de tão íngreme que era. Sou muralista ou não? Claro! Cheguei no topo é pensei: agora nada me detém! Até que, acabei comprando o meu primeiro terreno em um single traço de arrepiar! Voei pela frente da bike e só ouvi Israel perguntando se estava tudo bem comigo! Nessa hora quase olhei para ele e disse: "bem o que rapaz, nao viu que eu voei da bike e caí? Tá cego é? Hahahaha. Mas ainda bem que não tive nada!

Continuamos e de repente escuto Elson dizendo "bora Lavínia, essa você consegue descer até a metade"! Pensei comigo: "METADE?" Ja tô aqui! Vou descer a zorra toda. E logo ele grita, ta maluca diacho? Hahaha. Desci e deu tudo certo, emoção a mil.

Seguimos em frente ... E já um pouco cansada, ficamos para trás eu e Israel, quando nos demos conta que estávamos perdidos. Pensem no medo de ter que pedalar mais e mais até achar o pessoal!

Mas logo os encontramos num barzinho para a famosa hidratação! Logo no fim, fui surpreendida mais uma vez por um riacho geladinho! Para completar, tivemos que carregar a bike. Pensei alto: "quando chegar em Salvador, quero uma bike de carbono".