Trilha do Padre

Evento Realizado

O que rolou:

São 05:00 da manhã e acordo com o alarme do celular... “é hora de levantar”. Me vem na cabeça logo que levanto “cansado, dormi pouco a semana inteira e pedalar 30km de trilha...” Esse desanimo logo é tomado por um frio na barriga, aquela sensação de desafio, praticar um esporte radical, ir a lugares que poucos vão, e afinal, era a minha primeira trilha!

Passado todo esse turbilhão de emoções na cabeça vamos ao que interessa... Já estava tudo montado desde a noite anterior, bike revisada, transbike montado e todos os equipamentos no carro, então seguimos viagem eu e mais um amigo de trilha para encontrarmos o pessoal.

Chegamos ao ponto de encontro e ainda não gravei o nome de todos, rostos novos, e todos uniformizados, mas eu estava sem a camisa oficial e logo sou chamado a atenção, assim adquirindo ali mesmo uma nova camisa para estarmos todos uniformizados nas fotos e filmagens.

07:15 e começamos o pedal (partindo do ponto de encontro no Rei da Pamonha) e logo na saída me vem uma surpresa desagradável, minha bike recém tirada da revisão estava desregulada, estava com dificuldade para reduzir as machas (não imaginava o quanto iria influenciar negativamente nas subidas).

Começamos logo com uma sequência de ladeiras (subidas e descidas) já dando uma ideia de tudo que iriamos passar. Eu, na minha primeira trilha ficava só pensando: quanto vou aguentar? Qual o ritmo que vão impor? E essa quilometragem que não passa?! Vão me esperar? Qualquer coisa pedalo de volta para o carro... E assim foi no início, mas logo entramos em trechos montanhosos e a vista começa a aparecer... e assim chegamos em nossa primeira parada para fotos, no ponto mais alto, com uma vista 360º e ao fundo a Bahia de Todos os Santos. “Enfim a recompensa!”

Após essa deslumbrante vista damos início a descida e volta para a trilha, afinal não estávamos na metade da mesma. Nesse retorno temos 2 acidentes distintos com 2 colegas, o primeiro logo na descida do “mirante” e outro mais a frente (felizmente nada grave). Então paramos para cuidados médicos em 1 colega com a canela sangrando e para arrumar a bicicleta da outra queda.

Primeiros socorros concluídos no Muralista e na bike! Seguimos a trilha... logo começamos a desbravar por lugares onde não encontrávamos civilização, apenas mato, fazendas e muita poeira (isso tudo no coração da região metropolitana de Salvador). E lá vamos nós abrindo porteiras, dividindo o pasto com alguns animais e entre sofridas subidas (pelo menos para mim), vinham as melhores descidas onde podíamos naquelas frações de segundos contemplar a natureza ao redor sem tirar a atenção dos buracos e valetas.