Ciclo Aventura Santa Teresinha (Trilhas dos Inselbergs, Rampa de Voo Livre, Rock Garden e Bike Park)

Evento Realizado

O que rolou:

Fomos de véspera para essa grande aventura em Santa Teresinha. O hotel fazenda Bastião, onde fica localizado o Bike Parque de Santa Teresinha, estava com seus ajustes finais para a inauguração oficial que foi nesse dia. Para ter uma ideia, a piscina estava terminando de ser enchida com caminhão pipa a noite toda. Essa aventura prometia muitas emoções e o inicio de tudo foi dias antes... Voltaremos um pouco no tempo...

Elson anuncia uma nova aventura em Santa Teresinha, lugar muito especial para mim, pois passei mais de 10 anos de minha vida frequentando as rampas de voo desse lugar mágico. Na programação dessa Ciclo Aventura estava prevista subida à rampa de Voo Livre, Giro pelos Inselbergs e Bike Parque. Estava imperdível! Para mim seria a realização de um sonho se eu conseguisse agregar a isso uma decolagem de parapente. Conversei com Mai, minha esposa e companheira de aventuras e ela topou me ajudar num projeto ousado de aventura... daqui a pouco descrevo os detalhes... Tudo estava se desenhando muito favorável. Para ser tudo perfeito, tirei férias um dia antes e consegui organizar para levar todo a família. Conversei com Elson do meu plano e ele achou fantástico. Agora que os acordos foram firmados, eu precisava de duas coisas, torcer para a condição meteorológica ajudar e checar como estava meu equipamento de voo que estava guardado há mais de 02 anos.

Voltando ao dia 22/12/2018, durante o excelente café da manhã fizemos o briefing do planejado: Sairíamos da pousada por volta das 08hs direto em direção à rampa de voo, depois de 15 minutos, Mai, Cissa e Sr. Antônio (super gente boa), Pai de Elsão subiriam de carro com meu parapente no fundo. Chegaríamos na rampa por volta das 09hs, eu pegaria o parapente e prenderia a bike no carro para descer voando. Nos encontraríamos no pouso para eu trocar de equipamento de novo e continuar o pedal. Ocorreu quase tudo como planejado. Eu disse quase tudo.

Eram 08:15 da manhã e estávamos seguindo o trajeto que o SUBA 100 faz até a rampa de voo. Para a maioria era um pedal comum, mas para mim a tensão já tinha começado e aumentava a cada momento que chegávamos perto da rampa. Elsão parou para reagrupar e filmar, eu aproveitei para analisar a condição para o voo. Aí Elsão perguntou: vai dar pra voar? E eu respondi: a condição parece boa para voo local; Ele instiga: então não vai amarelar, né? E eu afirmei: vamos voar! Aqui é Mural!

Seguimos nosso pedal pelos caminhos do SUBA 100 até o topo da rampa. Quando estávamos quase chegando ouvimos um barulho de carro e um grito: “Bora Mural”! Era a minha resgate girl. Chegamos quase ao mesmo tempo. Para minha grata surpresa, encontrei alguns velhos amigos pela rampa. Conversei com os amigos do voo sobre a condição que me parecia boa e eles concordaram, sendo assim, fui me equipar. Momentos de atenção e concentração, os amigos da bike continuaram com as brincadeiras, mas eu nem escutava agora. Era checar todas as linhas, mosquetões e tirantes, assim como equipamentos eletrônicos (variômetro, barômetro e GPS). Tudo pronto, janela de decolagem longa, filmagens confirmadas e lá fui eu. Decolagem maravilhosa, uma sensação indescritível essa de voar sem motor, aproveitando a natureza com suas térmicas, lifts e ascendentes.

A torcida pela condição meteorológica que fiz nas semanas anteriores foi tão forte que a condição não podia estar melhor para um voo, depois de tanto tempo sem tirar os pés do chão. Estava tudo tão redondo e liso que me permitiu um TOPLAND (pouso na rampa), algo que é difícil de ser realizado, ainda mais com uma certa ferrugem nos braços.

Dessa forma pude aproveitar o voo e ainda o downhill com a galera de novo. Eu estava ainda extasiado quando iniciamos a descida pelo single do SUBA. Nivel técnico altíssimo, o que exigiu que empurrássemos durante alguns trechos. Após a descida, seguimos por um estradão até a via de asfalto que liga Santa Teresinha para Itatim. Passamos por alguns lugarejos (Boqueirão, Serra Grande...) e reagrupamos no cruzamento do asfalto. Estávamos fora da rota do SUBA 100 e nosso caminho agora era uma subida bem técnica que nos levou a um dos trechos mais bacanas do dia na região dos Inselgergs. Quando retornamos ao circuito da prova, iniciamos um single muito fluido com paisagens incríveis. Paramos algumas vezes para irresistíveis fotografias. As descidas eram tão excitantes que quem tinha GoPro parou pra ligar, o problema é que quando Cerca saía na frente, Psico não conseguia filmar ele, mas a praga de Psico é “braba” e Cerca furou o pneu. Paramos para um breve lanche, enquanto Cerca reparava o furo, depois seguimos nos deliciando. Finalizado o single, chegamos em mais uma de varias porteiras que pulamos nesse dia, pegamos um estradão com aprox.. 5km até Santa num ritmo alucinante. Chegamos na cidade e paramos para uma breve hidratação, pois ainda faltava “a cereja do bolo”. A emoção do dia foi tão grande que exageramos um pouco na hidratação, mesmo assim seguimos o plano inicial que era conhecer o Bike Park. Saímos do centro e fomos nos divertir, era o mesmo caminho do Hotel e Marcelo e Patricia resolveram antecipar o descanso.